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Adolescente autista fica sem estudar por falta de suporte no Colégio Estadual de Terra Nova

Adolescente autista fica sem estudar por falta de suporte no Colégio Estadual de Terra Nova

Um adolescente de 16 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte, está sem frequentar as aulas desde o início do ano letivo de 2026 no Colégio Estadual de Terra Nova, por falta de um Auxiliar de Desenvolvimento Individualizado (ADI).

 

O caso foi relatado ao portal FALA GENFAX pelo pai do jovem, o motorista Antonio Marcos, servidor da prefeitura de Terra Nova. Segundo ele, o filho deveria ter iniciado o 1º ano do ensino médio este ano, mas não pôde ingressar na escola devido à ausência do profissional de apoio, essencial para garantir sua permanência no ambiente escolar.

 

De acordo com o pai, a situação já havia sido previamente comunicada à unidade de ensino desde o ano passado.

 

“Estou aqui com o meu filho autista, nível 3 de suporte. Está aqui hoje vestindo a camisa da escola. Essa aqui é a vontade que ele está para estudar. As aulas começaram, mas infelizmente ele não pôde ir para a escola por conta do ADI. Desde 2025 venho sinalizando à escola que essa situação poderia acontecer, e me disseram que iam tomar as medidas”, relatou.

Antonio Marcos afirma que recebeu como justificativa a dificuldade da rede estadual em providenciar o profissional. “Segundo eles, por ser uma esfera estadual, é muito difícil. Mas, na prática, isso acaba sendo exclusão. A inclusão que é falada existe só na teoria. Na realidade, meu filho está sem estudar”, desabafou.

 

O adolescente estudava anteriormente na rede municipal, onde contava com o acompanhamento de um ADI. Após concluir o ensino fundamental, ele foi matriculado na rede estadual, onde, até o momento, não teve o suporte garantido.

 

O pai também destacou o impacto emocional da situação no filho. “Ele falou para mim que sonhou que eu tinha resolvido o problema do ADI. Isso é o desejo dele de estudar. É muito difícil para nós, pais, ver uma situação dessas”, contou.

 

Sem o acompanhamento adequado, o estudante não pode frequentar as aulas, já que, segundo a família, o nível de suporte necessário exige a presença constante de um profissional especializado.

 

Diante do caso, Antonio Marcos faz um apelo às autoridades. “Peço às autoridades que olhem para isso. É um adolescente que só quer estudar. Cadê a inclusão? Isso é mais exclusão do que inclusão”, afirmou.

 

Até o momento, não há informação sobre quando o profissional será disponibilizado pela rede estadual.

 

 

Informações São do Site FALA GENFAX 

 

 

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