Offline
Coração FM

Polícia Federal prende 10 suspeitos de integrar grupo de tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção

Polícia Federal prende 10 suspeitos de integrar grupo de tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção

A Polícia Federal do Brasil prendeu dez pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada no tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção. Parte dos mandados foi cumprida nesta quinta-feira (12/3) na Bahia, onde diversos animais foram resgatados.

 

Ao todo, também foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Bahia. As ações ocorreram ainda nos estados de Pernambuco, Piauí, Maranhão e Pará.

 

Em Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, os agentes encontraram quatro araras, um tucano e um porco-do-mato em um sítio. Segundo as investigações, os animais teriam sido adquiridos de forma clandestina pelo proprietário do local, um veterinário residente em Salvador.

 

O apontado como líder da organização mora em Juazeiro, no norte do estado. Ele não foi preso, mas, durante buscas em sua residência, os policiais localizaram 66 periquitos adultos e filhotes, oito papagaios e dois jacus armazenados em caixas.

 

De acordo com o delegado da Polícia Federal, Fábio Muniz, o grupo atuava no envio ilegal de animais para o exterior, principalmente para mercados da Ásia e da Europa, onde as espécies brasileiras possuem alto valor.

 

“Lá esses animais têm um valor muito maior do que aqui na América do Sul, já que são endêmicos do Brasil”, explicou o delegado.

 

Os animais resgatados foram encaminhados para a sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e para um centro de triagem em Salvador, onde passarão por processo de reabilitação antes de serem reintegrados à natureza.

 

Investigação começou após apreensão de veleiro na África

As investigações tiveram início em 2024, depois que um veleiro brasileiro foi apreendido no Togo transportando 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies ameaçadas de extinção. Os animais estavam com documentação falsificada.

 

Alguns dos exemplares levados na embarcação haviam sido soltos na natureza por projetos de conservação ambiental.

 

Durante as apurações, a Polícia Federal descobriu ainda que o grupo planejava capturar ararinhas-azuis mantidas no criadouro do Programa de Reintrodução da espécie em Curaçá.

 

Segundo o delegado, o esquema envolvia uma estrutura organizada com capturadores, financiadores e receptadores, além do uso de drones, armamentos, contas bancárias de “laranjas” e aplicativos de mensagens criptografadas.

 

“Eles elaboraram um plano sofisticado para visitar fazendas da região e cooptar moradores para facilitar o acesso aos animais e levá-los ao exterior. O plano não chegou a ser executado, mas existia”, afirmou.

 

Os investigados poderão responder por organização criminosa, contrabando, receptação qualificada e crimes ambientais, incluindo maus-tratos a animais. 

 

Viu algo importante acontecendo no seu bairro, ou cidade

Mande fotos e vídeos para o nosso WhatsApp (75) 9 8206-2735

Sua colaboração pode virar destaque!

 

Comentários

Comentário enviado com sucesso!
Carregando comentários...